Exclusivo As novas estradas que mudam o "box-to-box"

As novas estradas que mudam o "box-to-box"
Luís Freitas Lobo

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PLANETA DO FUTEBOL - Um artigo de opinião de Luís Freitas Lobo.

1 O objetivo é fazer fluir o jogo e a equipa sair desde trás atravessando o campo com qualidade e decisão. Durante muito tempo, esta capacidade consagrou o chamado "box-to-box", um n.º 8 de longo curso que, de área a área, o transformava essencialmente num médio transportador.

Com a crescente militarização do meio-campo com médios a pressionar (ou esperando o embate) esse n.º 8 físico de transporte tornou-se num elemento taticamente a abater ao ponto de, após tantas feridas nesse percurso, ficar com o decorrer do jogo quase morto.

2 Esta análise global tem tradução particular no meio-campo dos grandes do nosso campeonato.
O caso da dicotomia de estilos Matheus Nunes-Daniel Bragança no Sporting é o melhor exemplo de confronto que o próprio treinador sente para escolher um ou outro. Na mesma posição, fazem coisas diferentes e assim dão à equipa saídas diferentes que se podem aplicar melhor a um jogo do que a outro. O próprio Rúben Amorim admitiu-o em Vizela, justificando não jogar Matheus Nunes porque aquele seria um jogo com menor espaço para esse tipo de investidas individuais de transporte em posse (face às características do adversário) e mais de toque/passe em espaços mais curtos de Daniel Bragança, fazendo assim a equipa avançar.