Exclusivo As equipas como "seres vivos"

Luís Freitas Lobo

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PLANETA DO FUTEBOL - Um artigo de opinião de Luís Freitas Lobo.

1 O que tira hoje o lugar a Palhinha do onze titular do Sporting não é a sua quebra de forma com lesões, mas sim a evolução do modelo de jogo da equipa que passou a pedir outro tipo de jogador nessa posição. Mais do que sair na pressão à frente dos três centrais e entregar curto, o modelo pede maior poder para sair para o jogo em posse, queimando linhas, e definindo o passe na frente.

É nesse novo habitat de dinâmica tática que Ugarte ganha e conquista espaço. Mesmo colocado na posição 6, a sua amplitude vertical de jogo leva-o para outras casas táticas, como a de "8" a que pertence de origem. Dessa forma, a equipa passa a jogar como com um duplo-pivô de nsª 8, definição que se complementa com Matheus Nunes.

2 Mais do que uma mera opção de Amorim, tal já é uma exigência do jogar da equipa. Viu-se (sentiu-se) isso frente ao Paços, quando essa alteração foi feita e, de repente, com Ugarte (suas saídas e técnica progressiva desde trás), a equipa passou a viajar de forma mais fluida (e rápida), de trás para a frente, por dentro das marcações castores.