Premium A ilusão do controlo

O pior que pode acontecer a uma equipa em campo (e quem vê o jogo de fora) é ficar convencida de que tem o jogo controlado, sem o ter

1 - A intenção de fechar o adversário numa jaula no centro do terreno (por onde causara problemas no primeiro jogo) e depois tentar derrubá-lo a partir dos flancos percebia-se na forma como Conceição montara o onze portista como nunca antes fizera. Nem era só a questão dos três centrais; era toda a movimentação interligada que havia necessidade de construir, a partir daí, na relação entre os jogadores.

A chave para a estratégia funcionar estaria no poder tático de agarrar o jogo no centro através dos dois médios-interiores subidos do meio-campo: Uribe (interior-esquerdo) e Otávio (interior-direito). Ao falharem essa missão (por eles e na relação com colegas próximos, entenda-se central a sair, lateral a subir, segundo avançado a mover-se), a equipa (e a estratégia) acabou aprisionada dentro de si própria.