Premium A cada estádio vazio, um grande encolhe, e um pequeno engorda.

A cada estádio vazio, um grande encolhe, e um pequeno engorda.
Luís Freitas Lobo

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Estes jogos cada vez necessitam mais de médios e menos de avançados nas áreas. Necessitam de quem lhe combata a ansiedade e a anarquia

1 - A cada estádio vazio, um grande encolhe, e um pequeno engorda. As ideias de jogo têm tido, de início, boas intenções mas rapidamente tudo perde a lógica após começar e salta um jogo excessivamente anárquico de jogadores que parecem correr contra o tempo, como se começassem o jogo a faltar só cinco minutos para ele acabar. O Aves jogou contra o FC Porto justificando os 50 pontos de diferença que existem entre um e outro (líder e lanterna vermelha). No fim, o treinador Manta Santos usou uma palavra "técnica" proibida para descrever a sua equipa e pediu desculpa por ela (pela palavra, não pela exibição, um "direito tático" que lhe assiste para, cada vez mais, ganhar a imagem duma carreira feita na trincheira contra equipas maiores). O Rio Ave virou o conceito ao revés. Fez a melhor meia hora (a inicial do jogo) que vi nos últimos tempos, mas depois (tal como nas Aves no dia anterior) surgiu o esplendor dos subterrâneos do futebolzinho português para emoldurar o resto do jogo.