Premium Sporting: o penso rápido do costume

Sporting: o penso rápido do costume

A vida foi, é e continuará difícil em Alvalade, com ou sem Keizer. Mesmo no quentinho do bunker da Sporting TV.

1 - Quanto mais nos recusamos a tentar entender um treinador, mais longe ficamos de perceber o jogo. Onze meses depois, não sei se Marcel Keizer é, ou não, um flop.

Sei que chegou para treinar uma equipa remendada mal e à pressa, bem mais desequilibrada do que as de Benfica e FC Porto, e que foi embora depois de perder dois (Dost e Raphinha) dos três atacantes superlativos que o aproximavam dos concorrentes diretos. Nunca teve as mesmas armas destes (como não tinha José Peseiro antes dele, claro), muito menos a tranquilidade do ambiente, e o sucessor também não terá. Keizer acabou a liga com menos quatro pontos e mais nove golos do que Jesus, um ano antes, montado no maior orçamento de sempre. O resto é a negação habitual dos adeptos. Talvez o holandês não fosse solução, mas há muitos anos que, dos variados problemas do Sporting, o treinador é o mais insignificante. Quando é problema, o que até tem sido raro.