Premium Rio Ave é sempre uma boa desculpa

Rio Ave é sempre uma boa desculpa
José Manuel Ribeiro

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O jogo que o FC Porto fez ontem em Vila do Conde valeu mais do que pareceu. Uma crónica dos figurantes ignorados

Ainda sem Aves-Sporting, a conclusão obrigatória da jornada é que o campeonato está perigoso para todos, do Benfica ao Famalicão. Nenhum dos cabeças de cartaz ganhou à vontade, nem ficou amargurado com o último apito, mas o jogo da semana foi o Rio Ave-FC Porto, por ter sido talvez ali que o último campeonato se decidiu e também pelo potencial evidente da equipa da casa.

O tema cruza-se com as misérias do Sporting, duas vezes vítima da locomotiva de Carvalhal sem que aquele adversário específico tenha sido devidamente levado em conta. É factual: nós, jornalistas, centramo-nos demasiado na narrativa dos grandes, tendemos a ignorar o voto na matéria de quem está no outro lado do campo e às vezes isso prejudica não uma, mas as duas equipas envolvidas. Embora não desculpe tudo, o Rio Ave atenua qualquer coisa as desgraças de Keiser e Leonel Pontes. Podemos olhar de duas formas para o que os vila-condenses fizeram ontem com o FC Porto: olhar só para os números ou perceber que os méritos de Sérgio Conceição estiveram no respeito que teve pelo Rio Ave (e no timing desse respeito). Foram pontos de ouro.