Premium Os regulamentos são facultativos?

Os regulamentos são facultativos?

Às vezes, Sérgio Conceição é uma personagem secundária. Como quando há regras e quando elas são violadas

1 - Há uma tendência exagerada para puxar Sérgio Conceição para o centro de tudo o que cheire a enxofre, mas uma noitada conjugada com um regulamento interno que as proíbe faz (ou deve fazer) do treinador um simples executor. Neste caso, também uma vítima.

Se o FC Porto tivesse deixado pontos no Bessa, a decisão de excluir do dérbi Marchesín, Uribe e Luis Díaz (mais do que Saravia, claro) por terem prolongado os festejos de um aniversário ser-lhe-ia cobrada. E nem é dos casos em que me incline a elogiar Conceição pelo estoicismo: quando há um regulamento escrito, em princípio, a intenção não é forrar as gavetas com ele, nem usá-lo depois de fazer o número dois que ameaçou na Madeira; e, existindo, também não pode ser arbitrário. Um treinador tem escolha, nestes casos? Pode dizer ao plantel que há filhos e enteados? Ou que o papelito com as regras é para enfeitar?