Os planos B argelinos

José Manuel Ribeiro

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Sporting saiu-se bem com Slimani; FC Porto tirou o B do banco, mas não se percebeu o plano

Todas as equipas grandes vão lá parar. O adversário fecha-se, o futebol emperra, a inspiração mete folga, o relvado esgota a paciência a um santo: qual é o remédio? A resposta deve variar de caso para caso, mas no Restelo e em Alvalade até foi a mesma: faz-se entrar o argelino. O do Sporting marcou, o do FC Porto nem teve bolas na área. Ganhou o plano B de Leonardo Jardim, um treinador que, para além de ter descomplicado o futebol e apesar das dúvidas de alguns adeptos depois do Dragão, também vai ganhando pontos indiscutíveis a teleguiar o jogo a partir das substituições. Sem Quintero, que foi sozinho o plano B um par de vezes, nem desequilibradores genuínos no banco, Paulo Fonseca só conseguiu dar uma resposta incompleta a um Belenenses muito recuado e hermético: usou o segundo ponta de lança sem providenciar ou, pelo menos, conseguir dar a ideia de ter providenciado uma forma de jogar com ele. O FC Porto tirou o B do banco, mas, se tinha um plano, não deu para perceber.