Os maravilhosos FC Porto e Benfica

Os maravilhosos FC Porto e Benfica
José Manuel Ribeiro

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Bruno de Carvalho e o elo perdido: uma falange de críticos que não é paternalista nem condescendente com o Sporting

Bruno de Carvalho aterrou e disse: "Quase toda a Comunicação Social quis fazer crer que foi o lance do penálti que veio dar alento à equipa do Sporting." Falava da proveniência do primeiro golo no jogo de sábado, com o Belenenses. Li todos os jornais, vi muita televisão e, com uma exceção mais do que expectável, só me apercebi de leituras bastante compreensivas e magnânimas, na generalidade atafulhadas dos mais esplendorosos louvores ao Sporting, no limiar da diabetes, e, pronto, algum cinismo. "Os outros", disse ele, "são ótimos, são maravilhosos (...), mas no Sporting é sempre com sorte".

Se há coisa que FC Porto e Benfica ainda não foram esta época, nem para os adeptos nem para a Comunicação Social, foi maravilhosos ou ótimos. Sempre maravilhoso e ótimo é o Sporting, a quem ninguém regateia adjetivos, por três razões. A primeira são os resultados, crus, indesmentíveis e enaltecidos pela vantagem moral do orçamento sportinguista. A segunda, que parece ser a verdadeira (e legítima) preocupação do presidente, é que uma vasta maioria de apreciadores do Sporting só aprecia porque, no subconsciente ou mesmo de consciência plena, toma por certo o descarrilamento do verde comboio de Leonardo Jardim um dia destes.

A terceira razão é a guerra FC Porto-Benfica em curso. As falanges de combatentes só sentem o desassossego de proclamar as fraquezas, genuínas ou muito desejadas, daquele que consideram o verdadeiro adversário. Uma muito provável leviandade que já esteve mais longe de acabar.