Os grandes flops Peseiro e Marega

José Manuel Ribeiro

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Estamos na fase dos juízos apressados, mas há duas boas razões para ter calma

Os fracassos de janeiro do FC Porto são os sucessos de outubro no Braga e no V. Guimarães. O flop José Peseiro reparte o segundo lugar com Nuno Espírito Santo, dois pontos à frente de Jesus, e o megaflop Marega é a maior avalancha de golos do campeonato. Duvido que esta constatação convença algum treinador de bancada a pensar duas vezes antes de cuspir outras sentenças de morte já amanhã, mas talvez o leve a pensar uma vez e meia. Estamos naquela fase da época propícia aos juízos apressados, como aquele que, há um ano, enterrava o Benfica de Rui Vitória, por exemplo, e coroava Aboubakar como príncipe dos pontas de lança. A própria intrusão de Braga e V. Guimarães no espaço habitual dos três grandes foi uma surpresa que chegou de mansinho, porque a sombra de Peseiro descartou-o aos olhos dos críticos e porque o Vitória perdeu o costume de procurar os holofotes. Os factos, ou seja, as equipas no papel já nos diziam que podia haver trovoada no Minho e, permitam-me, por haver trovoada no Minho é ainda mais desaconselhável ter certezas sobre o destino do campeonato, campeão incluído. São dois casos diferentes, Sporting e FC Porto. Os primeiros planearam mal, mas têm como corrigir; os segundos investiram em miúdos de 20 anos que só podem melhorar, a menos que, lá está, os juízos apressados façam o estaleiro desabar sobre eles.

Nota: o padrão do relacionamento entre o FC Porto e os árbitros é evidentíssimo, mas a legião de apitos criada a biberão por Vítor Pereira vai manter-se e o país nunca tenderá a tomar as dores dos portistas. O remédio é que André Silva e Diogo Jota cresçam depressa e que Depoitre deixe de ser uma peça de mobiliário.