O sucesso é isto

José Manuel Ribeiro

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O futebol profissional não está a murchar: está a crescer. E o FC Porto-Benfica de sexta-feira é o topo

1 Nas últimas quatro épocas, o clima desagradável chamou, em média/jogo, mais 10 mil pessoas ao Estádio da Luz, mais 11 mil a Alvalade, mais 13 mil ao Dragão, mais 5 mil ao D. Afonso Henriques e mais 3 mil ao Municipal de Braga. São 42 mil pessoas adicionais só nestes cinco estádios desde 2014/15. A leitura está errada à nascença: não é a baixaria que afasta as pessoas do futebol, porque está visto que não afasta (na melhor das hipóteses, atrai-as); é a sofreguidão das pessoas pelos clubes que chama a baixaria, como a lâmpada atrai as moscas. De certa forma, o futebol profissional está a ter problemas em lidar com a pequena margem de sucesso interno que se vai vendo nas lotações, mas também nos saldos positivos de cada vez mais clubes. Admitam: um FC Porto-Benfica como o de sexta-feira, a espumar de tensão e a pôr um país a latejar, é tudo o que se ambiciona num grande campeonato.

2 Compreender de onde vem a sabujice não a torna tolerável, nem pode dispensá-la de escrutínio. Neste domingo, gerou-se um debate em volta de um vídeo posto a circular pelo Benfica. Em causa estava o alegado penálti por marcar no Aves-FC Porto de sábado, que as novas imagens supostamente desmentiam. Num vídeo comparativo de resposta, o FC Porto parece demonstrar que essas novas imagens foram manipuladas através do corte de alguns "frames" no momento em que Amilton atinge Danilo. É o tipo de irrelevância que, para a Imprensa, não é irrelevância nenhuma e que a Liga e a Federação deviam esclarecer pela via disciplinar. Importa, e muito, saber quem nos mente.