Premium O Sporting precisa de uma desintoxicação da instabilidade

O Sporting precisa de uma desintoxicação da instabilidade
José Manuel Ribeiro

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O maior erro de Varandas foi não assumir a conjuntura, nem o padrão psicológico muito especial dos sportinguistas

Uma equipa que só chegou para o terceiro lugar em 2018/19 perde dois figurões como Bas Dost e Raphinha, entra na época a sofrer uma goleada (0-5 com o Benfica), precipita-se no fecho de mercado (pode sempre acontecer) e esbarra num conflito postiço e muito grave com a claque. As finanças estão no vermelho. O treinador é despedido. E este é o mesmo clube que não ganha um campeonato há 17 anos e que agarrou apenas três em mais de 40.

Não devia ser difícil explicar aos sportinguistas que, se não foi possível fazer épocas triunfais em tantas conjunturas bem melhores, não é este o momento certo para serem adeptos gourmets. E já não era há um ano, e continuava a não ser junho ou em julho, antes mesmo de serem tomadas decisões sobre a equipa. Dos erros de Frederico Varandas, o maior foi não ter percebido que a prioridade era dar um passo atrás para respirar e convencer os adeptos a permiti-lo. Esta seria sempre, e irremediavelmente, uma época de transição.