O FC Porto cortou nos estímulos ao Sporting

O FC Porto cortou nos estímulos ao Sporting
José Manuel Ribeiro

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Bruno de Carvalho quis entrar no jogo, mas, se fosse fácil, o museu do Dragão teria menos troféus

1- Desde Pavlov que a ciência da estimulação consiste em procurar campainhas. A do FC Porto, repete Vítor Pereira neste jornal - e julgamos nós todos saber -, são o desprezo e as provocações dos adversários, ou seja, basicamente tudo o que, com mais ou menos esforço, se possa catalogar como desconsideração. Não é uma habilidade tão fácil de imitar como terá pensado Bruno de Carvalho ao anunciar o desejo de ser mal recebido no clássico, porque outra característica do FC Porto é escolher quem convida para essa dança - e nenhum convite seguiu para Alvalade depois disso. Já no Dragão, o combustível parece infinito, pelo menos agora que o museu ameaça eternizar Jorge Jesus ajoelhado aos pés de Kelvin.

O único senão, sussurra o duplo amarelo de Herrera na terça-feira, é que um dos problemas deste FC Porto, até agora, pode ter sido o excesso de estímulo nos fígados mais imaturos.

2- Mais do que os números, foi o jogo desta quarta-feira, com o Olympiacos. O Benfica está perigosamente reduzido a Cardozo. Não entro pelo caminho da batalha de líderes entre ele e Jesus, porque não há pista nenhuma de que ela exista; só leituras abusivas do que supostamente era obrigatório acontecer depois do empurrão do paraguaio ao treinador na final da Taça. As atribulações do Benfica esta época levam apenas a dois raciocínios incontornáveis: um é que Jesus tem mesmo sido salvo por Cardozo, o outro é que Cardozo não o salva que chegue.