Exclusivo O ciclismo e os seus cinco minutos de fama

O ciclismo e os seus cinco minutos de fama

TEORIAS DO CAOS - Opinião de José Manuel Ribeiro

1 - O caso W52-FC Porto teve um lado bom. Jornais e televisões que costumam ignorar o ciclismo nacional, até ostensivamente nalguns casos, tiveram uma epifania e despertaram para a modalidade. Adriano Quintanilha não conseguiu sequer um terço desse sucesso mediático com os anos de associação ao FC Porto, agora terminados em tragédia.

Em pouco mais de uma semana, ouvimos e lemos mais ciclismo do que numa temporada completa, embora de ciclismo tenhamos ficado a saber pouco, apesar de ser ele - e não o diretor da ADOP - a maior vítima deste processo. A hipótese de ressurreição à boleia dos três grandes clubes de futebol desapareceu, pela acumulação de dois fatores: as ações da W52-FC Porto, que, a confirmarem-se, demonstram uma espantosa falta de noção e de responsabilidade, e o lado negro da "ajuda" dos grandes, que são as discussões públicas desonestas e contaminadas, muitas vezes acabadas em apelos esganiçados ao secretário de Estado de Desporto.