Matic e o destino em 90 minutos

José Manuel Ribeiro

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Que treinador quereriam os sportinguistas no Dragão: Jesus ou Mourinho?

Comigo, Matic era o melhor do mundo" não é uma frase de Jorge Jesus; é um míssil teleguiado para José Mourinho, a ruminar Taliscas, D"Artagnans e gramáticas da língua portuguesa. No Chelsea, Matic não confirmou o que prometia no Benfica, sem dúvida, como é verdade também que o génio de Jesus está no aperfeiçoamento dos jogadores e que, nessa área, pode competir com qualquer treinador do planeta. E ganhar. Mourinho não perderia de caras. Foi campeão europeu com Paulo Ferreira, Nuno Valente e Derlei, inventou jogadores do nada no Inter de Milão e mesmo a primeira etapa no Chelsea foi um tratado de alquimia. O Real Madrid só fez recuar essas memórias; não as apagou. Jesus também não precisou de fabricar João Mário, Adrien, William Carvalho ou Slimani: Jardim e Marco Silva já os tinham fabricado. Cada equipa as suas necessidades. Mas não há como questionar a vaidade, neste caso ajustadíssima, de Jesus: sabe como multiplicar qualquer jogador por dois (até três), em particular na parte defensiva do trabalho, que é sempre excecional. Chega bem para lhe dar os galões de top mundial, como ele gosta de dizer. Não faltam treinadores na casa dos seis zeros de vencimento sem essas qualidades. Têm outras. Uns são melhores na gestão, outros são melhores no um para um, que é sempre a pecha de Jesus, nos momentos-chave, ou não tivesse ainda há pouco perdido o mais importante dos clássicos que jogou com o Benfica esta época. No sábado há outro, só uns pozinhos menos importante do que esse. E que treinador gostariam de ter os sportinguistas no Dragão, apenas para esse jogo? O fazedor de Matics ou o impiedoso currículo de Mourinho nos duelos de QI com outros mestres da tática?