Premium João Mário, o Jesé do Lokomotiv de Moscovo

João Mário, o Jesé do Lokomotiv de Moscovo
José Manuel Ribeiro

Tópicos

Em Portugal, não é preciso muito para que os reforços tenham direito automático ao prejuízo da dúvida

Conhecem o nosso entrevistado João Mário? É, sem tirar nem pôr, o Jesé ou o Bolasie do Lokomotiv de Moscovo, que o recebeu agora por empréstimo depois de três épocas nada gloriosas no Inter/West Ham e já à margem da Seleção portuguesa. Neste instante, deve haver jornalistas russos a escrever sobre ele o mesmo que se escreveu por cá sobre aqueles dois. Não me entendam mal; adoro o João Mário, e é por isso que o uso para tentar pôr o assunto em perspetiva. As dúvidas dos adeptos e da crítica são tão naturais nuns casos como no outro. Se quisermos, até se arranja umas declarações rebeldes dos tempos de Milão para se duvidar também do caráter do médio português.

Talvez Jesé e Bolasie não venham a funcionar; talvez tenham, de facto, avarias inultrapassáveis. No caso de João Mário, o Inter será sempre uma boa explicação alternativa aos defeitos dele. É um clube doente e mal gerido que destrói jogadores às dúzias. Para além disso, João Mário não é um talento fácil de assimilar no "calcio", por não ser possante, nem rápido, nem ter um fabuloso poder de choque. Já vários jogadores "fracassados" venceram em Portugal. Até há pouco tempo, Coates era um deles, mas Jonas também, ou Pablo Aimar.