FC Porto, Óliver e os triunfos de Sérgio Conceição

FC Porto, Óliver e os triunfos de Sérgio Conceição
José Manuel Ribeiro

Tópicos

O treinador campeão soma créditos há várias semanas seguidas. O espanhol é o maior de todos

Depois do Benfica-FC Porto, Sérgio Conceição nunca mais parou de pontuar, e não me refiro apenas aos resultados dos jogos. Ganhou seis vezes seguidas em quatro competições e de maneiras muito diferentes. Fez 21 golos, sete deles na Liga dos Campeões e, sobretudo, resolveu problemas com simplicidade e imaginação. O maior deles seria a falta de um ponta de lança ortodoxo na Champions, cujos oitavos estão agora ao alcance da mão, mas também deu a volta a um Marítimo chave no mapa do campeonato e usou com sabedoria a Taça e a Taça da Liga para inventar ritmo e jogadores, entre eles Óliver, que modificou a própria identidade para, com isso, modificar a identidade do FC Porto.

Óliver está a meio caminho do que pode ser e isso já é muitíssimo. Raramente quem cresceu atarraxado à bola consegue trocá-la pelo cronómetro, mas ele chegou lá; já não é um entrave à rapidez, pelo contrário: nenhum colega varia o jogo tão depressa e tão bem. As assistências já lá estão, incluindo as indispensáveis, como a que permitiu o 3-1 de ontem a Corona (outro crédito para Sérgio); faltam os golos, ou melhor, falta que Óliver veja os ângulos da baliza como vê um colega a 30 metros. A bola, os pés apurados e a pontaria são as mesmas; só o alvo é que muda de carne e osso para corda de nylon.

O Braga de domingo será um exame certo para estas lições de futebol que Sérgio Conceição tem dado (porque ser bom é ser bom na hora certa) e mais ainda para o espanhol. Para além do golo, também lhe falta, neste novo currículo, dirigir uma grande sinfonia.