Premium Braga, V. Guimarães e o Portugal macrocéfalo

Braga, V. Guimarães e o Portugal macrocéfalo
José Manuel Ribeiro

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Por sorte, os candidatos à UEFA dispensam suporte e palmadinhas nas costas num momento quase de vida ou morte

As pré-eliminatórias da UEFA terão (bem) mais efeitos práticos no futuro imediato do futebol indígena do que a vitória da seleção na Liga das Nações. São tão importantes para todos que devia haver um plano de suporte às equipas que as disputam, e campanhas como as que a Liga e a FPF tantas vezes fazem por causas menores ou meramente cosméticas (em vez disso, está montado um sistema em que, por exemplo, um clube pode interferir no calendário e borrifar-se para os "europeus" por ser, ao mesmo tempo, operador de televisão). Essa contínua autoflagelação é um dos grandes mistérios dos nossos dias.

Mas não temam. Aparentemente, as equipas em causa dispensam palmadinhas cínicas nas costas. Cinco jogos, cinco vitórias; esta semana, todas fora de casa, todas com adversários vindos de campeonatos em andamento. Braga, V. Guimarães e FC Porto tiveram ainda de superar fases de transição que podiam ser bastante mais complicadas. Nos dois primeiros casos, com a mudança brusca de filosofias e de treinadores (até de Direção, no Vitória); no último, com a perda de muitas peças-chave e a falta de tempo para aparafusar as novas. É provável que o percurso se complique nos play-off que parecem encaminhados, mas não muda nada.