Premium A Seleção numa galáxia distante

A Seleção numa galáxia distante
José Manuel Ribeiro

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O jogo Sérvia-Portugal traz à memória o Mundial"2002 quando Oliveira perdeu por decidir não decidir

1 - O Mundial"2002 devia ter direito a um mural na Cidade do Futebol. Como sempre, o que ficou na história foram as intrigas, a mesquinhez (a que assisti in loco, de boca aberta) e o mau jornalismo, mas o descarrilamento da Seleção foi tático: António Oliveira tinha Figo (lesionado), João Pinto, Sérgio Conceição, Rui Costa e Pauleta e decidiu não decidir. Jogaram todos, defenderam poucos e a culpa pela derrota de abertura com os Estados Unidos ficou para os centrais Fernando Couto e Jorge Costa. Fernando Santos não tem bem o mesmo problema, porque a disponibilidade de Bruno Fernandes não é a mesma de Rui Costa, mas encaixar Ronaldo, Bruno, Bernardo Silva e João Félix num jogo ingrato como o de hoje exige precisão de relojoeiro. Ou bom senso.

2 - Sá Pinto está certíssimo, na entrevista que publicamos. O Braga não pode voltar a dispersar-se com as conversas do título e das taças. Não pode porque passou o tempo da despreocupação com o quarto lugar. O V. Guimarães tem, finalmente, uma equipa a sério, que exige cuidados e atenção. Esta época, o Braga terá de olhar para o lado, ainda que, discordando um bocadinho de Sá Pinto, as atribulações constantes do Sporting sejam uma bela oportunidade de ascensão social. E sim, impor-se aos grandes devia ser um objetivo. São equipas como o Braga e o Vitória que têm a responsabilidade de definir o grau de dificuldade do campeonato. E o padrão das goleadas recorrentes com o Benfica é um achincalhamento, um retrocesso inexplicável.