O maior fator de instabilidade do futebol profissional não são os clubes: são os maus árbitros. Admitam-no
O que influenciará mais os maus fígados dos adeptos contra os árbitros? O que se escreve nos jornais e diz na televisão ou erros grosseiros de arbitragem que, em duas semanas, ajudam (não foram a única razão, claro) a abater quatro pontos ao líder do campeonato? Erros grosseiros que, por razões diferentes, passaram ao lado do videoárbitro; na jornada anterior porque o árbitro Rui Costa nem sequer quis reavaliar a grande penalidade sobre Danilo Pereira, do FC Porto, e agora porque um árbitro assistente não viu Aboubakar três metros em jogo, nem respeitou a instrução de esperar pela análise do VAR num lance de golo, impedindo o recurso a essa ferramenta. A arbitragem perdeu o clássico com estrondo e deve admiti-lo para que subsista um mínimo de sanidade e confiança nas instituições. Os árbitros não estão a fazer o seu papel de juízes equidistantes na decisão do campeonato e vão demolir o videoárbitro muito mais depressa do que os críticos. São eles o maior fator de instabilidade no futebol profissional, como já foram no ano passado e no anterior. Não se confunda os sintomas com a doença.
