Exclusivo A Seleção numa gingada de pedra

Portugal não tem uma escola de futebol em comum: tem jogadores baixinhos. Mas também uma abundância cada vez maior de descendentes africanos que são bons e obrigam a conciliar ideias.

No calendário eclesiástico do futebol nacional, temos o Natal, a Páscoa e os feriados da santa bipolaridade, quando a Seleção calha de acertar.

Nos dias seguintes, os portugueses pensantes que esperavam demasiado ou demasiado pouco juntam-se numa só personagem, formada em psiquiatria, que vem diagnosticar nos outros o seu próprio defeito: ontem, a Seleção era uma desgraça; hoje, tem de ser campeã mundial.