A segunda etapa será mais difícil

A segunda etapa será mais difícil
José Manuel Ribeiro

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O golpe da maturidade saiu bem a Fernando Santos, mas não chega

Uma frase que ouvi ontem e que é, ao mesmo tempo, a melhor e a pior leitura do Arménia-Portugal (2-3): "Jogadores diferentes, sistemas táticos diferentes e, no fim, o futebol da Seleção é tão desapontante como o que havia com Paulo Bento." A falha de análise está no resultado, que também não foi igual aos que torturaram a fase de apuramento do Mundial"2010 e continuaram no Portugal-Albânia, antes de chegar Fernando Santos. E o resultado foi diferente porque os jogadores não são os mesmos. Portugal só não perdeu ontem porque a equipa soube ler o jogo e salvar o que podia. A Seleção não está quase garantida no Euro"2016 por a terem posto a jogar Beethoven; está quase garantida porque o selecionador percebeu que faltava maturidade e sangue frio. Por agora, ninguém pode pedir mais a Fernando Santos, mas maturidade e sangue frio não serão suficientes daqui por um ano. A próxima etapa, garantido o apuramento, é montar uma equipa fiável e encontrar novos desequilibradores. Sem voltar a aquecer o sangue, nem a poupar os miolos, de preferência.