Premium A inevitável felixidade de Rafa e Pizzi

A inevitável felixidade de Rafa e Pizzi
José Manuel Ribeiro

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Já toda a gente está farta de saber que eles vêm e como vêm, mas ninguém consegue estragar-lhes os planos

Era possível ter apreciado João Félix sem ignorar Rafa, mas, por qualquer razão, a comunidade benfiquista nunca o fez - e Rafa sempre foi, no mínimo, tão importante como o colega no Benfica de Bruno Lage. A Supertaça voltou a contar a mesma história de sempre, agora sem Félix nem Jonas e, apesar disso, com a mesma fórmula, porque o subvalorizado Rafa e ainda Pizzi permanecem na Luz. São os "falsos extremos" que, entre janeiro e maio, consumiram eucaliptais e rios de tinta e, apesar de tantos holofotes, néones e sirenes a apontar para eles, continuam a apanhar os adversários com as calças na mão.

Vão dizer-me que o Benfica deste domingo não foi cinco golos mais forte do que o Sporting e, para isso, há duas respostas complementares. Na equipa de Lage, não conta a exibição, conta o processo; e esse consegue estar sempre lá, de emboscada. A consistência importa pouco quando uma aceleração repentina (de Rafa) basta para desordenar inapelavelmente o adversário - e quantas vezes isso aconteceu ao Sporting, mesmo quando estava ainda por cima? Depois, golear jogando mal ou produzindo pouco, só nos diz que não foi preciso ser excecional, nem ir aos limites. É difícil desfazer a combinação Rafa/Pizzi, mais laterais a subir e dois avançados de trabalho, passe e gatilho rápido, que exigem mil olhos onde só há uma dúzia.