A Imprensa que importa

José Manuel Ribeiro

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Há desinformação que mata e informação que salva. Perceber as diferenças nestes tempos é fundamental.

Amigos, concidadãos, leitores, clientes: boa informação é segurança. Por ser diretor de um mero jornal desportivo, estou numa posição singular para vos dizer que a maioria dos títulos de informação generalista está a fazer um trabalho monumental para fazer chegar ao público a verdade sobre esta pandemia.

NÃO SAIA DE CASA, LEIA O JOGO NO E-PAPER. CUIDE DE SI, CUIDE DE TODOS

Tenho de admitir que sou um vampiro das redes sociais, sugo mas não inalo. Durante anos, vi (e deixei) amigos (verdadeiros) embarcarem nos mais extraordinários sites de "informação". Sabiam que há um chamado "Soutodaboa.com"? E que a sacrossanta Entidade Reguladora para a Comunicação Social anda a certificar aberrações como essa? Pensem bem, vocês sabem quando uma notícia é demasiado apetitosa para ser verdadeira. Vocês sabem quando um jornal ou uma televisão, mesmo "legítimas", abusam do partido que tiram de uma notícia, real ou imaginária

O público não é burro, apenas complacente. Mas no atual estado do mundo, ser complacente pode ser mortal. Ontem mesmo, muitas horas antes de o Presidente da República anunciar o Estado de Emergência, circulava nas redes um documento falso que antecipava essa decisão, como se fosse apenas mais uma graçola, um "meme" do pessoal tão divertido que rasteja nas redes sociais. Já o escrevi uma dúzia de vezes: se as pessoas não confiam nos jornalistas, a culpa é dos jornalistas, que controlam os principais canais de informação e a sua própria imagem perante o público. Mas não há tempo para debates: confiem nos generalistas e, já agora, nos jornais desportivos, que também andam a dar o couro em condições inimagináveis. Não somos todos iguais, há uns filhos de mãe lá no meio, mas acreditem: vocês sabem onde estão as diferenças.