Exclusivo V. Guimarães: está na hora de sermos inteligentes

V. Guimarães: está na hora de sermos inteligentes
José João Torrinha

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PONTAPÉ PARA A CLÍNICA - Temos de errar menos e de tomar sempre as melhores decisões. Isso não aconteceu nos últimos dois jogos.

Uma vez um amigo colocou-me uma questão curiosa: se era possível um jogador ser pouco dotado intelectualmente e, ao mesmo tempo, dentro do campo, ser aquilo que se chama um jogador inteligente. À primeira vista diria que não, devo ter respondido. De imediato ele me contrariou, dando o exemplo de um antigo craque do nosso clube que conhecia pessoalmente e que, reza a história, possuía as duas características.

A inteligência a jogar é coisa que não se treina. Ou se tem, ou não se tem. E quando assistimos a um jogo percebemos bem que há jogadores que podem ser melhores ou piores tecnicamente, mas que sabem bem o que fazer em cada momento do jogo, tomando quase sempre as melhores decisões. Ver um desses a jogar é um regalo. Já assistir, jogo após jogo, a jogadores que têm tudo para ser craques e que depois lhes falta a tal inteligência é um suplício. E há muitos destes.