Premium "Não podemos deixar de reflectir sobre a sua falta de qualidade de um jogo da I Liga"

"Não podemos deixar de reflectir sobre a sua falta de qualidade de um jogo da I Liga"

SENADO - José Eduardo Simões, cronista de O JOGO, escreve hoje sobre a qualidade de jogo em Portugal, comparando com outras realidades no estrangeiro.

Quando assistimos a um jogo da I Liga e apreciamos o espectáculo que nos é "oferecido", seja ao vivo ou na TV, não podemos deixar de reflectir sobre a sua falta de qualidade. Os executantes até são capazes de fazer melhor, mas o futebol que ali praticam é, sem tirar nem pôr, o que os treinadores e o ambiente nacional lhes incutem. A excepção confirma a regra: futebol pouco emocionante, insípido, desinteressante. É preciso muito amor aos clubes e força de vontade (ou talvez alguma dose de masoquismo) para dizer presente nos estádios ou acompanhar em casa um jogo.

Relvados pouco apropriados para um futebol rápido (viram o Estádio Nacional?), faltas atrás de faltas e faltinhas, paragens de minuto em minuto, picardias desnecessárias, tentativas frequentes de tentar enganar quem dirige o jogo, pouco ou nenhum respeito pelos colegas de profissão, pelos árbitros, pelo público que paga as quotas ou os bilhetes. Quem vem jogar para Portugal, rapidamente descobre e usa os vícios locais. Mas quando sai para outros campeonatos, adapta-se de imediato a critérios de maior exigência e mostra que é capaz de jogar bem melhor. Em Roma, sê romano é uma máxima que, no futebol, se aplica em pleno.