Últimos testes da Seleção na rampa de lançamento

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Jorge Maia

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A seis dias do arranque do Europeu com um jogo que é fundamental ganhar, o teste desta noite frente a Israel pode ser decisivo para Fernando Santos encontrar a fórmula mágica

Se Portugal é candidato a vencer o Europeu, como Fernando Santos gosta de sublinhar, França e Alemanha, os dois últimos campeões do mundo, fazem parte do lote de crónicos favoritos, onde o selecionador nacional faz questão de não incluir o atual campeão europeu.

Até por isso, porque há tubarões na água mais à frente, é absolutamente fundamental ganhar o primeiro jogo do grupo, frente à Hungria. Não apenas porque, apesar dos sensatos avisos em relação à capacidade dos húngaros para surpreenderem, eles são mesmo o adversário mais acessível do grupo e é expectável que franceses e alemães somem três pontos quando os enfrentarem, mas sobretudo porque os quatro melhores terceiros classificados também se apuram para a fase seguinte e todos os pontos contam nessa corrida.

Para além disso, começar o Europeu com uma vitória pode colocar alguma pressão sobre os gigantes que se defrontam no arranque da prova.

É inevitável que a França, a Alemanha ou ambas percam pontos no duelo que vai opor as duas equipas, o que pode influenciar decisivamente a tranquilidade com que vão enfrentar Portugal, a necessidade que terão de assumir o jogo e a pressão a que estarão sujeitas nesse contexto.

De resto, com jogadores da qualidade de Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e Bruno Fernandes, com opções como Rúben Neves, Sérgio Oliveira e André Silva com a experiência de Rui Patrício, Pepe, Rúben Dias e Danilo, Portugal pode ganhar a qualquer equipa. Basta que Fernando Santos encontre a fórmula certa para espremer, senão todo, pelo menos a maior parte do potencial que tem à disposição.

E para isso, o jogo desta noite frente a Israel, quando faltam apenas seis dias para o arranque do Europeu, é fundamental.