Ponta por onde pegar

Jorge Maia

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A questão dos pontas de lança coloca-se com a mesma atualidade no FC Porto e na Seleção, embora por motivos bem diferentes

Sem Jackson, ainda lesionado, e com Gonçalo Paciência de volta dos sub-21 em cima da hora da partida do FC Porto para a Madeira, aonde vai discutir a presença na final da Taça da Liga com o Marítimo, percebe-se a preocupação dos responsáveis portistas com a dispensa de Aboubakar por parte da seleção dos Camarões. Como de costume, o FC Porto precisa de ganhar e, apesar de haver outras maneiras de chegar aos golos, é suposto que os pontas de lança conheçam os melhores atalhos para a baliza, sendo natural que Lopetegui faça os possíveis para garantir a presença de pelo menos um na comitiva portista. Claro que há exceções.

Os pontas de lança da Seleção Nacional, por exemplo, mantêm um distanciamento histórico com os golos que o presente trata de confirmar. Em comum, Éder e Hugo Almeida, os dois avançados disponíveis para o jogo com a Sérvia têm o facto de atravessarem momentos particularmente desinspirados: desde o início do ano marcaram um total de três golos, o que justifica a suspeita de que não terá sido por isso que Fernando Santos os chamou. Perante uma Sérvia previsivelmente musculada na defesa, a capacidade atlética dos dois pontas de lança pode, eventualmente, servir de argumento se for preciso abrir espaços à força para Ronaldo passar. Afinal, golos é mais com ele.