Pizzicologia

Jorge Maia

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A importância de Pizzi para o futebol jogado pelo Benfica fiou mais uma vez evidente ontem

1 - Rui Vitória garantiu não ter pedido a Pizzi para forçar o segundo amarelo no jogo de ontem e não é difícil acreditar no treinador do Benfica. Qualquer jogador inteligente sabe o que tem de fazer numa situação daquelas e não há muitos jogadores mais inteligentes do que Pizzi no futebol português. Num campeonato marcado por desequilíbrios gritantes entre ricos e pobres, seria impensável que, logo a ele, lhe escapasse a importância de estar disponível para a complicada deslocação ao Afonso Henriques, casa do Vitória de Guimarães, uma das poucas equipas capazes de olhar os grandes olhos nos olhos. De resto, o jogo de ontem tratou de sublinhar a relevância do médio, percetível não apenas no papel que desempenhou nos dois golos, mas sobretudo na variedade de soluções que oferece e na garantia de estabilidade tática que proporciona, assegurando o equilíbrio que permite a Rui Vitória rodar os pontas de lança sem perdas de rendimento ofensivo ou sobreviver a prolongada ausência de Jonas. De tal forma que, sendo evidente que um dia destes Rui Vitória vai mesmo ter de passar sem ele, também é óbvio que quanto mais tarde melhor.

2 - Jesus diz que no Sporting nem sequer há toalhas para atirar e nem podia dizer outra coisa quando o campeonato ainda não vai a meio, mas convém que ganhe hoje se quiser manter as boas recordações que guarda da visita da claque à equipa. Quando entrarem em campo, os leões vão estar a onze pontos do Benfica, a sete do FC Porto e a dois, três ou cinco do Braga. Ora, com os minhotos concentrados apenas no campeonato, a coisa pode complicar-se a sério em Alvalade.