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Jorge Maia

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FC Porto e Benfica impuseram a lei do mais forte e menos cansado ao V. Guimarães e ao Braga .

O FC Porto deu continuidade à recuperação iniciada frente ao Vitória de Setúbal e impôs-se ao Vitória de Guimarães, embora com mais dificuldades do que se imaginaria, considerando a forma autoritária como venceu na Luz e o cansaço acumulado pelos vimaranenses na jornada europeia disputada a meio da semana. De resto, mais surpreendente do que a vitória da equipa de Sérgio Conceição, foi a excelente resposta dada pelo Vitória, desde logo considerando a expulsão de Tapsoba no primeiro minuto do jogo. Aliás, as bancadas do Dragão, que na última época viram os vimaranenses dar a volta a um jogo em que estiveram a perder por 2-0, só respiraram de alívio depois da expulsão de Davidson ter acabado com a resistência dos visitantes e, mesmo assim, não sem que antes Marchesín assinasse mais uma das suas defesas milagrosas. Mais autoritária foi a forma como o Benfica se impôs ao Braga, desfazendo quaisquer dúvidas sobre eventuais sequelas que a derrota no clássico pudesse ter deixado na autoconfiança da equipa de Bruno Lage. É verdade que os dois autogolos "oferecidos" pelos minhotos deram ao resultado um peso que não traduz tudo o que se passou em campo, especialmente durante o primeiro tempo, quando a equipa de Sá Pinto esteve mais perto de ter pernas para equilibrar a partida. Mas é evidente que, com André Almeida no lugar que foi de Nuno Tavares, o Benfica tem menos um ponto fraco para os adversários explorarem. Não explica tudo o que mudou numa semana, mas explica alguma coisa.