Tiros de partida

O Benfica garantiu uma vantagem curta, mas importante, sobre o Fenerbahçe

1 - O Benfica deu um passo importante no caminho que os encarnados esperam poder levar à entrada na fase de grupos da Champions e ao pote de ouro que aguarda do outro lado dos play-offs. É verdade que a diferença mínima, até por definição, é demasiado curta para autorizar qualquer tipo de descontração, mas marcar e não sofrer nos jogos disputados em casa é uma espécie de fórmula resolvente para este tipo de eliminatórias: afinal, agora serão os turcos a ter de assumir as despesas do jogo e os encarnados têm argumentos para cobrar esse esforço. Depois, sendo verdade que, tal como Rui Vitória sublinhou, não há equipas perfeitas em agosto - e o Benfica esteve longe da perfeição - o facto é que, em termos de ritmo e preparação, o Fenerbahçe parece ainda não ter passado de julho, o que se pode revelar decisivo. A confirmar para a semana, em Istambul.

2 - Mesmo que a entrada de Castillo para o lugar de Ferreyra tenha demonstrado que Rui Vitória tem soluções para mexer no sector ofensivo, abanando jogos que ameaçam ficar estagnados, o facto é que continua a faltar golo ao ataque do Benfica - o que torna Jonas num tema simultaneamente incontornável e desconfortável. Luís Filipe Vieira tratou ontem de passar esse desconforto para o jogador. Segundo o presidente encarnado, o Benfica não pretende vender ninguém, os encarnados estão satisfeitos com Jonas, o brasileiro tem mais um ano de contrato e, sabe O JOGO, o clube até pretende renovar com ele, tornando-o no jogador mais bem pago do plantel. Por outras palavras, Jonas só sai se quiser, se o assumir publicamente e se arranjar quem pague a transferência. Batata quente nas mãos do brasileiro.