Taça cheia

O Caldas é o protagonista maior de uma grande jornada da Taça de Portugal

1. Um grande e dois enormes é o balanço final de uma fantástica jornada de Taça de Portugal. O grande, por sinal, teve de puxar pelos trunfos para garantir a passagem às meias-finais. Jesus tentou fazer poupanças, mas desistiu delas ao intervalo e chamou Bruno Fernandes e Bas Dost para resolver os problemas que o Cova da Piedade colocou, enviando duas bolas ao ferro e chegando mesmo ao empate de penálti. É verdade que os leões dominaram quase todo o jogo, mas o susto que apanharam fica como medalha para um Cova da Piedade que cumpriu a promessa de não se encolher. Quem também não se encolheu foi o Caldas, protagonista maior destes quartos de final ao eliminar o Farense no prolongamento, garantindo um apuramento inédito para as meias-finais da Taça e reclamando agora a atenção televisiva que não teve ontem, para prejuízo próprio e de quem perdeu aquilo que todos os relatos descrevem como um grande jogo de futebol. E um grande jogo de futebol foi precisamente aquilo que Rio Ave e Aves proporcionaram. Oito golos, reviravoltas constantes no marcador, momentos de grande espetáculo e emoção que durou até para lá do fim com o apuramento a ser decidido a favor do Aves na marcação de penáltis. Nove penáltis, sublinhe-se e quase todos marcados com uma classe que faz justiça ao resto do jogo. Hoje, FC Porto e Moreirense disputam a vaga que falta e se a jornada de ontem serve de exemplo, ninguém pode esperar facilidades.

2. Os últimos anos tornaram a expressão "melhor do mundo" recorrente no futebol português. Convém que o hábito não diminua a dimensão do feito alcançado por Ricardinho. A quinta distinção como melhor jogador de futsal do mundo, mais uma do que as alcançadas pelo brasileiro Falcão, fazem de Ricardinho o melhor de sempre. Perfeito seria coroar uma carreira fabulosa com um título pela Seleção. E até há um Europeu para disputar já a seguir.