Reforço de expectativas

Jorge Maia

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Jesus pediu prendas, Bruno de Carvalho deu. A seguir, há de vir a cobrança

1 Jesus pediu prendas a Bruno de Carvalho e já as começou a receber. Aliás, é preciso reconhecer que, ao longo dos últimos dois anos, o presidente do Sporting tem feito um esforço considerável para fazer todas as vontades ao treinador, anulando o fosso que existia para os rivais, sem que ainda tenha conseguido retirar daí qualquer proveito. A chegada praticamente simultânea de Wendel e Misic, a omnipresença do Sporting nas principais movimentações do mercado interno e a promessa de fixação dos principais valores do plantel são um sinal da aposta que está a ser feita pela SAD dos leões, mas também servem de aviso para o treinador: Jesus, que continua a ser de longe o treinador mais bem pago do futebol português, não tem desculpas para voltar a repetir exibições tão frouxas como aquela que a equipa produziu na Luz. Afinal, se alguém tem de mostrar unhas para conduzir um Ferrari, é ele.

2 Não é muito normal que os jogadores se dirijam a um árbitro dizendo-lhe que vão ganhar, assim como quem identifica no juiz um adversário. A forma como Brahimi e Marega o fizeram junto de Fábio Veríssimo no jogo de Santa Maria da Feira (ressuscitando a memória do clássico de José Mourinho "em condições normais, vamos ser campeões e em condições anormais também vamos ser campeões") diz qualquer coisa sobre o estado de espírito da equipa do FC Porto naquela ponta final da partida. Numa altura em que a preocupação deveria ser o Feirense, os jogadores do FC Porto estavam preocupados com a arbitragem e essa é muitas vezes uma receita para o destempero emocional que os adversários também pressentem e que pode custar caro, especialmente a um plantel demasiado curto. Como se tem visto.