Negócio do século

Há um ano, o PSG pagou 222 milhões de euros por Neymar ao Barcelona. A Juventus fez o negócio do século com o Real Madrid

1 - Quatrocentos e cinquenta golos, quatro Ligas dos Campeões, dois campeonatos, duas Taças do Rei, duas supertaças de Espanha, duas supertaças europeias, três campeonatos de mundo de clubes, quatro bolas de ouro, três botas de ouro, dois prémios The Best da FIFA e quatro prémios de melhor jogador da UEFA. Podiam acrescentar-se aqui vários recordes - melhor marcador da Champions, maior goleador da história do Real Madrid, único jogador a marcar em três finais da Liga dos Campeões, jogador com mais hat tricks - mas, em traços gerais, foi só isto que o Real Madrid perdeu ontem: o melhor avançado da história do clube. Em Espanha, Florentino Pérez acreditará que espremeu tudo o que Ronaldo tinha para dar, mas isso só serviria para provar que nove anos em comum não chegaram para ficar a conhecê-lo. Em Itália, em contrapartida, acreditam que o melhor está para vir e têm boas razões para isso. Afinal, um ano depois de o PSG ter pago 222 milhões de euros por Neymar, garantir Ronaldo por 100 milhões é a pechincha do século.

2 - O Bélgica-França foi o que se esperava: uma final antecipada, disputada até ao limite por aquelas que, provavelmente, são as duas melhores equipas deste Mundial e decidida num detalhe, como quase sempre são decididos os grandes duelos entre iguais. Depois da derrota frente a Portugal no Europeu, a França volta a chegar a uma final com Deschamps ao comando, provando que, por vezes, mesmo numa equipa que perde não é preciso mexer tanto como isso. Independentemente do que aconteça hoje no Inglaterra-Croácia, os franceses são favoritos a vencer o Mundial, como seriam os belgas se tivessem passado. É óbvio que, como ficou claro há dois anos, o favoritismo não ganha finais.