Premium Gil Vicente mete o FC Porto na panela de pressão

Gil Vicente mete o FC Porto na panela de pressão

Cara e coroa - É verdade que o FC Porto construiu ocasiões suficientes para escrever uma história diferente, mas quem desperdiça como, sobretudo, Soares desperdiçou, não se pode queixar da falta de sorte.

1 - Vítor Oliveira tinha dito na véspera do jogo de ontem que, com justiça ou com injustiça, queria era ganhar ao FC Porto. Pois bem, a vitória do Gil Vicente foi justa, o que sempre há de saber melhor do que a alternativa. É verdade que o FC Porto construiu ocasiões suficientes para escrever uma história diferente, mas quem desperdiça como, sobretudo, Soares desperdiçou, não se pode queixar da falta de sorte. De resto, não fosse por mais uma série de intervenções milagrosas de Marchesín e o resultado poderia ter sido ainda menos lisonjeiro para os portistas, até porque o guarda-redes argentino foi um dos poucos a exibir-se a um nível exigível a um candidato ao título.

Sérgio Conceição optou por gerir o plantel, provavelmente a pensar no segundo jogo com o Krasnodar, mas também a contar com um Gil Vicente ainda pouco entrosado neste regresso à I Liga. Dois erros que pagou caro. Primeiro, porque a rotação do plantel acabou por desequilibrar a equipa, depois porque o esforço realizado na etapa final do jogo para ir atrás do resultado e o impacto emocional da derrota fizeram evaporar os eventuais benefícios de qualquer poupança e, finalmente, porque o Gil Vicente foi tudo o que se podia esperar de uma equipa treinada por Vítor Oliveira: um grupo coeso e taticamente disciplinado, onde cada elemento sabia exatamente o que tinha de fazer. Uma espécie de antítese do FC Porto de ontem, portanto. Claro que ainda é muito cedo para traçar sentenças definitivas, mas, de repente, com uma visita à Luz a meio de um play-off da Champions que ainda não está garantido, o mês de agosto pode muito bem ser escaldante no Dragão.