Fórmula resolvente

Jorge Maia

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A dupla formada por Cristiano Ronaldo e André Silva no ataque da seleção deve preocupar a Suíça

Há um ponto comum a todas as vitórias de Portugal no apuramento para o Mundial do próximo ano: a dupla Cristiano Ronaldo e André Silva no ataque. Mesmo frente a Andorra, o jogo só foi desbloqueado depois de Fernando Santos recuperar essa espécie de fórmula resolvente para os ancestrais problemas de finalização da Seleção Nacional. Juntos, Ronaldo e André Silva são responsáveis por 23 dos 30 golos marcados pela Seleção até agora, mais de 76 por cento do total. Ora, curiosamente, nenhum dos dois jogou frente à Suíça em setembro do ano passado, na única derrota sofrida até agora e no único jogo em que Portugal não marcou qualquer golo durante a fase de apuramento. Escrito assim, e considerando que, tal como o selecionador sublinhou no final do jogo com Andorra, ganhar à Suíça é o único remédio e que não se pode ganhar sem marcar golos, a titularidade de ambos parece um dado adquirido no decisivo jogo de amanhã. É verdade que a Suíça não é Andorra, nem a Hungria, nem a Letónia. E também é verdade que o 4x2x3x1 dos helvéticos convida ao reforço do meio-campo para equilibrar a discussão numa zona decisiva do campo, não só para garantir o municiamento ofensivo, mas também para evitar uma surpresa desagradável num lance de contra-ataque. Mas foi precisamente isso que o selecionador tentou fazer no jogo do ano passado, com o resultado que se conhece. Depois, nessa altura, Fernando Santos não podia contar com Ronaldo nem tinha descoberto a simbiose perfeita que se desenvolveu entre o melhor jogador do mundo e André Silva. Portugal tem o segundo (para já) e quarto melhores marcadores da fase de apuramento para o Mundial de 2018 e pode usá-los amanhã. Parece evidente que são os suíços que têm de estar preocupados, não?