Premium Entre a espada e a parede

Depois do KO no campeonato, o Sporting precisa de sair vivo da Luz se não quiser transformar os próximos quatro meses numa via-sacra

Marcel Keizer disse ontem que o Sporting precisa de mostrar o que vale no jogo de hoje, deixando subentender que vale mais do que mostrou no domingo em Alvalade, o que não é certo mas é provável. Afinal, ainda há quinze dias a mesma equipa que no último fim de semana foi atropelada pelo Benfica em casa festejava a conquista da Taça da Liga na Pedreira, depois de ter imposto dois empates, primeiro ao Braga e depois ao FC Porto. É verdade que enquanto demonstrações de força, dois empates estão longe de ser particularmente impressionantes, mas em competições a eliminar, como é a Taça de Portugal, servem perfeitamente. A questão é que depois do KO no campeonato, que deixou a equipa fora da corrida ao título e praticamente afastada da luta pelos milhões da Champions, o Sporting joga esta noite o que resta da temporada, pelo menos a nível interno. Mais do que ganhar, o que naturalmente seria o ideal em termos desportivos e anímicos, o Sporting precisa de sair vivo da Luz, com um resultado que lhe permita pelo menos alimentar a esperança de discutir a eliminatória no jogo da segunda mão, marcado para abril. Outro atropelamento, especialmente outro atropelamento aos pés do vizinho do lado, significa esvaziar os quatro meses que faltam até ao final desta temporada, transformando-os numa via-sacra com potenciais reflexos no arranque da próxima, mas também na sempre frágil estabilidade diretiva do clube.