Dragão elástico

Sérgio Conceição continua a multiplicar as soluções para esticar um plantel curto

1 - O FC Porto goleou o Chaves sem Ricardo, Marcano, Danilo, Brahimi e Aboubakar. Há um par de semanas, nem sequer seria muito fácil imaginar que equipa se conseguiria desenhar sem eles e menos ainda de que forma seria possível torná-la competitiva. E no entanto, aconteceu, desmentindo pela enésima vez a evidência, que todos tínhamos como garantida desde o início da temporada, de que o FC Porto tem um plantel curto. Claro que, considerados os valores individuais, sobra qualidade suficiente no plantel à disposição de Sérgio Conceição para olhar a maior parte dos adversários da I Liga de cima para baixo, mas uma equipa, até por definição, é mais do que a soma das respetivas partes. Substituir um dos laterais titulares, o patrão da defesa, o pilar do meio-campo, a referência do ataque e o principal desequilibrador ao mesmo tempo, sem que se perceba uma variação clara no rendimento da equipa, há de ser mérito dos jogadores que ocupam cada uma das vagas, mas também da capacidade do treinador para os manter enquadrados com os restantes e, sobretudo, motivados apesar da utilização residual de muitos deles até agora. Sérgio Oliveira e Soares, protagonistas dos últimos jogos, são apenas os dois casos mais evidentes dessa capacidade de Sérgio Conceição, já nem tanto para ganhar jogadores, mas sobretudo para não deixar que se percam.

2 - O senso comum diz que Jesus terá razões nas queixas sobre o golo anulado pelo VAR a Doumbia. Mesmo existindo falta de Bruno Fernandes sobre Tiago Silva, a verdade é que o Feirense recupera a bola, volta a perdê-la e é na sequência desse lance que o Sporting marca. Por outro lado, este é um daqueles casos em relação aos quais as instruções do protocolo não parecem completa e absolutamente claras. Um bom caso de estudo para o CA esclarecer nas próximas reuniões com os clubes.