Sinais de alarme

Mesmo que a pré-época seja a altura ideal para testar tudo o que pode correr mal, duas derrotas consecutivas nunca são um bom sinal

A boa notícia para os adeptos portistas, se quisermos muito espremer uma boa notícia da segunda derrota consecutiva do campeão nacional na pré-época, é que há uma enorme margem para o FC Porto melhorar em relação ao que se tem visto no Algarve. Bastará juntar Herrera e Danilo ao grupo, por exemplo, para as coisas melhorarem significativamente num sector tão determinante como é o meio-campo. Por outro lado, ainda falta Corona, que sempre pode ajudar a estender a frente de ataque a toda a largura do campo, que é coisa que não se viu nos últimos dois testes. Por outro lado, Militão está aí a chegar para reforçar a defesa, claramente o sector mais debilitado pelas transferências negociadas até agora e ainda há a experiência de Maxi para acrescentar à mistura. Por fim, falta usar um onze com os onze melhores ao mesmo tempo e em condições físicas que não reflitam de forma tão clara o desgaste dos trabalhos da pré-temporada. Claro que, em contrapartida, sobram os sinais de preocupação. Se os jogos de pré-época são testes, há uma boa mão-cheia de jogadores que os falharam redondamente, dando razão às queixas de Sérgio Conceição sobre a falta de qualidade de alguns deles para integrarem uma equipa como o FC Porto. A pouco mais de 15 dias do arranque da temporada, com a disputa da Supertaça frente ao Aves, é evidente que há muito a fazer, seja pelo treinador, seja pela SAD. Para revalidar o título, para resistir à mais do que previsível ofensiva do Benfica e à exigência de uma prova longa e desgastante, o FC Porto precisa de crescer em relação à última época. E até agora, só mingou.