Semana decisiva

Uma parte substancial daquilo que será o resto da temporada do Benfica vai ficar decidida nos próximos dias

Olha-se para a diferença entre a quantidade de oportunidades que o Benfica criou no ataque frente ao PAOK e aquilo que conseguiu concretizar - um golo de penálti - e é difícil não traçar um paralelo entre a diferença que é jogar com Ferreyra ou com Jonas no lugar do ponta de lança. É verdade que, desta vez, foi Pizzi o rei do desperdício, mas é injusto cobrar mais ao médio, que até lidera a lista de melhores marcadores dos encarnados. A verdade é que falta golo ao ataque dos encarnados e não é de ontem. Pizzi tem disfarçado os problemas de adaptação de Ferreyra, mas sem Jonas nem Castillo, era inevitável que, mais cedo ou mais tarde, eles acabassem por fazer mossa. De resto, a falta de eficácia não foi o único contratempo que o Benfica enfrentou ontem. A quebra de ritmo entre aquilo que a equipa produziu no primeiro e no segundo tempo, aproveitada pelo PAOK para crescer no jogo, pode ser um sintoma de cansaço que, aliás, já se tinha manifestado de forma semelhante antes, frente ao Vitória de Guimarães, por exemplo. E se a ineficácia no ataque pode ser atacada com o eventual regresso de Jonas ou Castillo, o cansaço vai continuar a acumular-se pelo menos durante mais uma semana. No sábado, o Benfica joga o primeiro dérbi da temporada e os dérbis raramente dão margem para gerir esforços, até porque, neste caso, menos do que uma vitória sobre o Sporting pode ter reflexos na confiança com que a equipa vai atacar o jogo decisivo com o PAOK. E, ao contrário do que aconteceu com o Fenerbahçe, desta vez é mesmo o Benfica que tem de atacar o jogo. Uma semana que vai decidir uma boa parte daquilo que será o resto da temporada dos encarnados.