Premium "A este nível, o desperdício é um pecado sem remissão"

"A este nível, o desperdício é um pecado sem remissão"

A ineficácia do ataque do FC Porto tornou irrelevante a excelente entrada da equipa no jogo de ontem

Quando Mané fez o primeiro golo, no primeiro remate do Liverpool à baliza de Iker Casillas, o FC Porto já tinha rematado 13 vezes. No final do jogo, a estatística era ainda mais esclarecedora: a equipa de Sérgio Conceição precisou de oito remates enquadrados com a baliza de Alisson para marcar um golo, por sinal na sequência de um canto e por Militão; o Liverpool marcou quatro vezes em cinco remates à baliza de Casillas, por Mané, Salah, Firmino e Van Dijk. Consta que são os pequenos detalhes que fazem as grandes diferenças, mas seria um óbvio exagero tratar Mané, Salah, Firmino e Van Dijk, muito provavelmente os quatro melhores jogadores de um plantel recheado de grandes talentos, como pequenos detalhes. A verdade é que o FC Porto até entrou bem no jogo, dominou os primeiros 25 minutos e dispôs de pelo menos um par de boas oportunidades para marcar, mas não marcou porque, lá está, há pequenos detalhes que fazem uma grande diferença. A este nível, o desperdício é um pecado sem remissão e o Liverpool não perdoou. Após uma campanha brilhante durante a fase de grupos, depois de ter eliminado a Roma nos oitavos de final e com mais de 70 milhões de euros no bolso, acabar aos pés de um dos principais candidatos ao título na Champions e na Premier League está longe de ser um drama. Pelo menos, desde que o desgaste físico e emocional da eliminação não tenha reflexos já a seguir, no campeonato.