Duas lições aprendidas

Jorge Maia

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Bruma ficou a saber que um toque de calcanhar pode ser uma obra de arte no ataque, mas é quase sempre um disparate na defesa

1 Bruma aprendeu ontem uma lição valiosa: um toque de calcanhar pode ser uma obra de arte no ataque, como Capel tão bem demonstrou, mas é quase sempre um disparate na defesa. Claro que, com 18 anos, todos cometemos excessos, mas os de Bruma são quase todos excessos de artista e é por isso que o pior que lhe podia acontecer nesta altura era obrigarem-no a ser um bom robot. Jesualdo sabe disto melhor do que ninguém e foi por isso que ontem, no final do jogo, pediu espaço e tempo para Bruma poder crescer à vontade. É evidente que vai cometer alguns erros pelo caminho, mas também é assim que se aprende e se ontem já foi capaz de encher o campo e fazer as assistências para os dois golos do Sporting, imaginem só até onde pode chegar nas mãos do professor.

2 O Chaves e o Farense juntaram-se ontem ao Académico de Viseu no regresso à II Liga. São três clubes que acrescentam história, adeptos e quilómetros de futebol profissional português, promovendo o alargamento saudável do mapa futebolístico de Trás-os-Montes às Beiras e ao Algarve sem necessidade de mexer nos regulamentos para mudar as regras do jogo a meio das competições. Uma boa notícia que quase consegue relegar para segundo plano o facto de se terem marcado quatro golos no Vitória de Guimarães-Paços de Ferreira que ninguém viu. Que tenha servido de lição é tudo o que se pode esperar.