Demonstração de resiliência

Jorge Maia

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Impressionante é o Benfica chegar à liderança na sequência de uma onda de lesões que impediu Rui Vitória de contar com jogadores importantes

Tal como fez na última temporada com os resultados que todos conhecemos, o Benfica continua tranquilamente a capitalizar os erros dos adversários. Do Sporting, que perdeu em Vila do Conde, do FC Porto, que empatou em Tondela, mas também do Braga que, à imagem do que tinha acontecido na final da Supertaça, voltou a desperdiçar pelo menos uma mão-cheia de oportunidades de golo que poderia ter servido para escrever uma história com um final mais feliz para a equipa de José Peseiro. De tal forma que, em boa verdade, o jogo propriamente dito foi bem menos desequilibrado do que o resultado final, com a diferença entre as duas equipas a cavar-se essencialmente no confronto direto entre a qualidade dos intérpretes à disposição de cada um dos treinadores. O treinador do Braga bem pode queixar-se de infelicidade num par de ressaltos, mas uma coisa é uma oportunidade clara de golo, em pleno Estádio da Luz, nos pés de um miúdo como Ricardo Horta e outra é uma oportunidade clara de golo, em pleno Estádio da Luz, nos pés ou na cabeça de um avançado tão experiente como Mitroglou. Até por isso, a questão que realmente deveria preocupar os rivais dos encarnados não é tanto a chegada das águias à liderança com apenas cinco jornadas disputadas, mas sim a forma como a equipa de Rui Vitória manteve o primeiro lugar ao alcance, sobrevivendo, não apenas à ausência de Mitroglou, mas também de Jonas e mais uma meia dúzia de outros jogadores varridos pela onda de lesões que atingiu o plantel nas últimas semanas.