Exclusivo Venerável diferença!

Jorge Coroado

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APITADELAS - Um artigo de opinião de Jorge Coroado.

Ao longo da carreira, nos inúmeros jogos e competições enriquecedores de currículo vasto, mais do que o admissível (uma só que fosse seria demasiado), bem menos do que as apontadas, algumas asneiras cometi. Umas de índole técnica outras disciplinares. Genericamente, deveram-se a falta de atenção, de concentração ou errada interpretação dos factos. Na viagem de regresso, fazendo a necessária análise com os colegas, em um ou outro jogo admitia que levar com pano encharcado na tromba seria pouco. Outras vezes encontrávamos lance cujo desenlace, apesar de bem decidido, pela experiência adquirida, permitia antever crítica acérrima de identificada franja da imprensa, nomeadamente escrita, sobretudo quando mexia com interesses instituídos. Agir, decidir ou atuar por aversão fosse a quem fosse estava fora de questão. O respeito pelos jogadores sobrepunha-se a tudo. Eles eram profissionais, a família dependia deles. Eu divertia-me. Diversão que era dispendiosa e isso, quando se oferecia, mormente quando indelicados, não deixava de lhes recordar dizendo-lhes: "Entre nós há venerável diferença, tu recebes para jogar, eu pago para arbitrar!" Só com o advento da Liga, primeiro como Organismo Autónomo, os valores devidos aos árbitros pela compensação pelos jogos arbitrados passaram a ser pagos no final de cada mês. Até então, a FPF pagava quando o rei fazia anos!

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