Uns doidos varridos

Jorge Coroado

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APITADELAS - Um artigo de opinião de Jorge Coroado.

Um mês decorreu desde a última ronda da Liga NOS e outras competições! Interregno forçado por inimigo invisível que, impondo combate atroz, independentemente das dissensões, nos une a todos na luta pela Vida. A falta do futebol amputou a sociedade de atividade significativa, contudo teve o condão de arejar o ambiente impondo pausa nos "tribunais primitivos" (programas de comentário televisivo), integrados genericamente por gente como que envolta em vago anacronismo, moldada pela sua subcultura singular e pela subserviente maneira como ganha a vida, que não se coíbe de fazer generalizações grosseiras a respeito dos árbitros, amesquinhando grupo desfavorecido com base numa única decisão ou indecisão que lhe pareça desajustada, incriminando sem ponderar se os lapsos foram factuais, devidos a falta de capacidade ou fruto de incompetência de dirigentes oportunistas e situacionistas.

Aproveitam igualmente para zurzir em quem emite opinião exercida no rigor e equidistância estribada no conhecimento e experiência (Tribunal O JOGO). Ao fazê-lo, esquecem que, quando as pessoas se atiram aos nossos tomates, isso quer dizer que os temos, não nos cabendo responsabilidades por ficarem frustrados por lhes defraudarmos interesses e motivações. Hoje, como outrora enquanto árbitro, há ocasiões em que me pergunto se serão doidos varridos, e às vezes são, sem qualquer dúvida!

Tormenta

Em garoto, aprendiz de vela, percebi que é Deus que nos envia o tempo e aquilo que fazemos em função dele, ou o que ele nos faz, depende da nossa apetência como marinheiros. A tormenta que nos afeta é das que representam desafio enorme, revestida de perigo iminente que se traduz de forma inequívoca em morte certa. Se formos competentes e respeitadores, há possibilidade de nos safarmos!

Certeza de vencer

Na tempestade que nos apoquenta, não nos podemos dar ao luxo de deixar correr o marfim, enquanto nos queixamos da dificuldade que sentimos em dançar no convés de um navio prestes a afundar-se. Como ânimo e incentivo, recorro ao hino do CF "OS BELENENSES" (atenção, É MESMO CLUBE): "Dessa cruz que foi o tema... nada temos que temer... PARA A FRENTE COM A CERTEZA DE VENCER!"