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Jorge Coroado

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APITADELAS - Opinião de Jorge Coroado

Uma das primeiras recomendações que faço aos jovens cujo incentivo e gosto na arbitragem tenho patrocinado é: tenha cuidado com deslumbramentos e excesso de confiança, também com elogios e exaltações gratuitas.

A razão é simples e reside, tal como originariamente escrevia Pedro Escartín Morán, depois replicado por Francisco Guerra, no facto de: "Não basta saber de cor as Leis do Jogo. É preciso compreender o seu espírito para melhor aplicá-las. Só é possível ser árbitro completo desde que se tenha assimilado o espírito que ditou as Leis do Jogo. Não basta aprender as Leis. É preciso compreendê-las. Não basta saber de ouvido os pontos principais. É preciso ler com interesse", no sentido de que, para cumprir a espinhosa missão com êxito e denodo, o árbitro precisa de ter a palavra (conhecimento) e a mão (autoridade/personalidade) inteiramente livres e que o direito e liberdade de o árbitro avaliar, decidir e sancionar tudo quanto seja conveniente ao bom desempenho do encargo, é garantia absolutamente imprescindível.