Exclusivo O VAR não pode funcionar como decisor final

O VAR não pode funcionar como decisor final
Jorge Coroado

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APITADELAS - Um artigo de opinião de Jorge Coroado.

Com entrada do VAR na avaliação de algumas incidências nos jogos, também no léxico dos interessados no fenómeno que é o futebol, mais que falar-se sobre questões estéticas, táticas ou dinâmicas da modalidade, aquele passou a ser tema predileto em tudo quanto é debate sobre um jogo.

Simultânea e decididamente entrou-se numa nova era no que respeita ao conceito de arbitrar. Porém, curiosamente, não há discussão importante em torno da responsabilidade do árbitro enquanto decisor direto e final. Caso haja, como tem havido, erros objetivos, com operador do sistema exercendo ativa opinião, quem é o avalista? O caso mais recente, de maior ruído (envolveu crónico candidato ao título, tratado como DDT), sucedeu no jogo Benfica-Vizela. Aidara (FCV), fez penálti ao jogar a bola deliberadamente com a mão. Sobre árbitro e VAR caíram acusações de involuntária influência no resultado, porventura por distração, menor rigor, sobretudo incompetência.