Premium Experts, cobardes

JUIZ DE TURNO - Um artigo de opinião de Jorge Coroado

Uma semana atrás, buscando esclarecer alterações às regras implementadas para a época em curso, o CA da FPF reuniu com jornalistas. Iniciativa louvável, sobretudo porque o contributo de quem faz chegar ao grande público a informação pode e deve ser revelador de conhecimento, natural e compreensivelmente não tão apurado quanto os árbitros, porém, minimamente elucidativo. João Ferreira, vice-presidente daquele órgão, à semelhança do já anteriormente expresso neste espaço, terá alertado para a subjetividade decorrente da interpretação e aleatoriedade da observação, in loco, efetuada pelos árbitros. No entanto, foi incapaz de admitir que tal subjetividade e aleatoriedade se fará sentir com maior ou menor acuidade dependente do conhecimento e sensibilidade que cada decisor tem da atividade que desenvolve. Pois, em boa verdade, a generalidade dos filiados que milita na primeira categoria não revela compreensão da exigência e dinâmica decorrente de uma modalidade que impõe aos praticantes os mais diversos movimentos e requisitos na obtenção de equilíbrio e na procura da melhor ação. As zonas cinzentas, por aquele dirigente evocadas, compreensivelmente existentes, pois de atividade física e decisão instantânea se trata, durarão sempre, contudo, muitas delas, foram os pseudo experts do setor, autênticos cobardes enquanto no ativo, quem as criou e nelas, agora, se resguardam.

Acríticos