Deontologia?

Os últimos acontecimentos, envolvendo responsáveis do SL Benfica lembram Isaac Newton: "O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano"

A época em curso tem sido pródiga em exacerbadas declarações, expressões e denúncia de comportamentos nada edificantes, confirmando como o futebol é, pode dizer-se, espaço manifestamente dominado por ambiente de emotividade e conflitualidade, algo que deveria constituir estímulo ao exercício quotidiano da tolerância e da disponibilidade para aceitar limiares particularmente qualificados de risco permitido e de sacrifício socialmente adequados ao bem mais precioso que todos podemos almejar, mas, invariavelmente, onde mais somos atingidos, sobretudo os que prezam a ética e a conduta dentro de parâmetros exigíveis e que a respeitem: a honra. Para justificar diatribes eivadas de manifesto desrespeito pelo próximo, há quem invoque e se esconda atrás da liberdade de expressão, buscando justificação para expressões mais ou menos enérgicas, veementes, vibrantes, consoante a natureza do assunto e o temperamento emocional de quem as subscreve, porém, se e quando confrontados com o exercício de um sentido ético e deontológico afeto à preservação de atividade de implantação universal, constata-se quão desrespeitadores são daqueles princípios aqueles que mais prosaicamente os evocam. Uma investigação etimológica demonstra-nos que a palavra deontologia deriva do grego deontos (dever) e logos (tratado, ciência ou estudo). Assim, podemos identificar a deontologia, "tout court", como a ciência dos deveres. Com efeito, um apropriado comportamento deontológico é de fundamental relevância para oferecer princípios e noções capazes de informar e enformar conduta moral e eticamente aceitável, digna de todos quantos, no mundo do futebol, pugnam pela sua afirmação. Apesar de melhor ou pior competência, os árbitros serão sempre os menos desrespeitadores. Os últimos acontecimentos, envolvendo responsáveis do SL Benfica, são disso exemplo e lembram Isaac Newton: "O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano" .