OPINIÃO | Os factos reportados são de tal forma asquerosos

Funchal 31/03/2017 - O Nacional recebeu esta noite o Vitória Guimarães no Estádio da Madeira jogo a contar para a 27ª jornada da I Liga 2016/2017Rui Costa (Joana Sousa/Global Imagens)

 foto Joana Sousa

Os factos reportados são de tal forma asquerosos, revelam pormenores impróprios de sociedade

Chegou esta semana o solstício de verão, data em que termina a primavera, começa o verão e identifica o dia mais longo do ano. Foi na quarta-feira e, quem sabe, para comemorar novas e significativas divulgações sobre procedimentos indecorosos relativamente à estrutura do futebol, nomeadamente da arbitragem, foram dados à estampa. Os factos reportados, comedidamente comentados pelos esbirros ou pasquins habituais, apenas dispostos a zurzirem naqueles que não lhes agradam ou, porventura, toldam interesses de quem os sustenta, são de tal forma asquerosos, impróprios de gente de bem, revelam pormenores impróprios de sociedade e desporto que se querem modernos, transparentes e equilibrados. Tristemente vêm confirmar que "bem prega Frei Tomás", o que equivale por dizer que muitas e variadas têm sido as circunstâncias em que, nestas linhas, têm sido aflorados comportamentos verdadeiramente pornográficos no modo e na forma como alguns agentes futebolísticos se movimentam na esfera da arbitragem. Naquele mesmo dia (quarta-feira), em Sochi, no final do jogo que opôs o México à Nova Zelândia, aconteceram mosquitos por cordas. Agarrão de camisola de um mexicano a um neozelandês originou, deste, projeção de sola sobre adversário. Seguiram-se empurrões, murros, bofetadas e joelhadas, de tudo aconteceu um pouco. Inexplicavelmente, ou talvez não, perante o espetáculo que foi possível conferir, o árbitro optou, primeiramente, por não agir disciplinarmente para, posteriormente, quiçá alertado pela "régie", decidir ver as imagens em videoárbitro e no rescaldo exibir cartão amarelo a um jogador de cada equipa. Decisão influenciada pelo videoárbitro? Não creio! Tratou-se, isso sim, de ausência de personalidade de um árbitro fraco, provavelmente nomeado para a competição em mais uma daquelas manigâncias de estratégia política eleitoralista em que a FIFA é pródiga.